Livraria 18 de Abril

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Reencarnação e vida

   

Em Mateus, capítulo 17, lemos o seguinte: "os discípulos interrogaram Jesus, dizendo: por que dizem, pois, os escribas que Elias deve vir primeiro?

Ele, respondendo, disse-lhes: "Elias certamente há de vir e restabelecerá todas as coisas.

Digo-vos, porém, que Elias já veio e não o reconheceram, antes fizeram dele o que quiseram.

Então os discípulos compreenderam que Ele falara de João Batista."

Esse texto bíblico não deixa dúvida quanto à reencarnação, já que os discípulos conheciam os pais de João Batista, e entenderam que ele era Elias reencarnado.

Várias pessoas por não compreenderem bem o mecanismo da reencarnação, simplesmente a negam.

Entretanto, homens eminentes que passaram pela Terra e deixaram seus nomes registrados nas páginas da história, compreendiam que a reencarnação é a resposta lógica para as questões que uma única existência deixa em aberto.

Vitor Hugo, poeta e romancista francês que viveu no século passado, assim se referia à reencarnação: de cada vez que morremos ganhamos mais vida.

As almas passam de uma esfera para a outra sem perda da personalidade, tornando-se cada vez mais brilhante.

Eu sou uma alma.

Sei bem que vou entregar à sepultura aquilo que não sou.

E afirma ainda: quando eu descer à sepultura, poderei dizer, como tantos: meu dia de trabalho acabou.

Mas não posso dizer: minha vida acabou.

Meu dia de trabalho se iniciará de novo na manhã seguinte.

O túmulo não é um beco sem saída, é uma passagem.

Fecha-se ao crepúsculo e a aurora vem abri-lo novamente.

Mohandas Gandhi, líder nacionalista hindu, conhecido como Mahatma Gandhi, falou da pluralidade das existências dizendo: a forma está sempre mudando, sempre perecendo, mas o espírito que a anima jamais muda, jamais perece.

O verdadeiro amor consiste em se transferir do corpo para o que reside interiormente, e então compreender, necessariamente, a unidade de toda a vida que habita inumeráveis corpos.

Honoré de Balzac, romancista francês do século XIX afirmou: as virtudes que adquirimos, e que se desenvolvem em nós lentamente, são elos invisíveis que ligam cada uma das nossas existências às outras.

Existências das quais apenas o espírito tem lembranças, porque a matéria não guarda memória de coisas espirituais.

Somente o pensamento guarda as tradições de uma vida passada.

Arthur Schopenhauer, filósofo alemão dizia: quando morremos, lançamos fora a nossa individualidade como roupagem usada, e nos regozijamos porque estamos para receber outra, nova e melhor.

Leon Tolstoi, romancista russo, poeta e reformador social, também falou da reencarnação com as seguintes palavras: já que vivemos através de milhares de sonhos em nossa vida presente, assim nossa vida presente é apenas uma das muitas milhares de vidas pelas quais passamos, vindos de outra vida, mais real, para a qual retornamos após a morte.

Você sabia?

Você sabia que Pitágoras, filósofo grego que viveu alguns séculos antes de Cristo, assim como Sócrates, Platão e outros tantos filósofos da antigüidade, tinham a convicção da reencarnação dos espíritos?

Não se utilizavam do termo reencarnação, mas a idéia da pluralidade das existências era conhecida e admitida.

E você sabia que a palavra reencarnação foi cunhada por Allan Kardec, codificador do Espiritismo no século XIX ?

Como dissemos, a palavra é nova, mas a idéia já existia desde tempos muito remotos.

Equipe de redação do Momento Espírita.