Consciência do dever (2)
O fato de médicos e hospitais de vários municípios do Rio Grande do Sul terem se recusado a fazer o abortamento em uma adolescente de 14 anos, apesar da autorização judicial que trazia consigo, foi manchete nas mídias.
Segundo as notícias, a jovem disse que sua gravidez foi fruto de estupro e obteve do Juiz a permissão para realizar o aborto, isentando médicos e hospitais que se dispusessem a eliminar a vida que pulsava em seu ventre.
Embora o Juiz tenha autorizado o aborto, não lhe caberia o direito de obrigar ninguém a realizar o feito, pois nem sempre a legalidade de um ato o torna moral.
O que vale ressaltar na atitude desses médicos é a consciência do dever. O dever assumido, perante si mesmos, de defender a vida.
"O dever é a obrigação moral da criatura para consigo mesma, primeiro, e, em seguida, para com os outros."
Ao concluírem o curso os médicos fazem um juramento, o mesmo juramento feito por Hipócrates, um sábio grego que viveu no século v antes de cristo, e é considerado o pai da medicina.
O juramento diz o seguinte:
"Eu, solenemente, juro consagrar minha vida a serviço da humanidade. Darei como reconhecimento a meus mestres, meu respeito e minha gratidão. Praticarei a minha profissão com consciência e dignidade.
A saúde dos meus pacientes será a minha primeira preocupação. Respeitarei os segredos a mim confiados.
Manterei, a todo custo, no máximo possível, a honra e a tradição da profissão médica. Meus colegas serão meus irmãos.
Não permitirei que concepções religiosas, nacionais, raciais, partidárias ou sociais intervenham entre meu dever e meus pacientes.
Manterei o mais alto respeito pela vida humana, desde sua concepção.
Mesmo sob ameaça, não usarei meu conhecimento médico em princípios contrários às leis da natureza.
Faço estas promessas, solene e livremente, pela minha própria honra."
Ao fazer tal juramento, o médico passa a ter um dever moral consigo mesmo. E, se o violar, estará ferindo a própria consciência.
Ao se comprometer com esse ideal, o médico também estabelece o dever para com os outros, que é o segundo passo do dever ético-moral.
Lamentável é que muitos desses homens e mulheres que juraram, solene e livremente, que manteriam o mais alto respeito pela vida humana, desde sua concepção, usem seus conhecimentos médicos para eliminar a vida que pulsa no santuário do ventre materno.
Por outro lado, é admirável a coragem e a honra desses homens e mulheres que não se permitem sujar as mãos com sangue inocente, mesmo sob qualquer pressão.
Isso porque sabem que, se agirem em desacordo com o juramento feito por livre vontade, não terão como se olhar no espelho da consciência e enxergar um cidadão honrado.
***
O dever é a lei da vida. Com ele deparamos nas mais ínfimas particularidades, como nos atos mais elevados.
Na ordem dos sentimentos, o dever é muito difícil de cumprir-se, por se achar em antagonismo com as atrações do interesse e do coração. Não têm testemunhas as suas vitórias e não estão sujeitas à repressão suas derrotas.
O dever principia, para cada um de vós, exatamente no ponto em que ameaçais a felicidade ou a tranqüilidade do vosso próximo; acaba no limite que não desejais ninguém transponha com relação a vós.
O dever é o mais belo laurel da razão; descende desta como de sua mãe o filho.
O homem tem de amar o dever, não porque preserve de males a vida, males aos quais a humanidade não pode subtrair-se, mas porque confere à alma o vigor necessário ao seu desenvolvimento.
O dever cresce e irradia sob mais elevada forma, em cada um dos estágios superiores da humanidade.
Jamais cessa a obrigação moral da criatura para com Deus. Tem esta de refletir as virtudes do eterno, que não aceita esboços imperfeitos, porque quer que a beleza da sua obra resplandeça a seus próprios olhos."
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no cap. XVII, de O Evangelho Segundo o Espiritismo, item 7.
Comentários
lidia kiala
Antes de mas eu queria parabenizar todos pelos seus comentarios.mas eu concordo mesmo e com o tony alencar.e tudo q tenho a dizer.
Fabiana
Tens razão, Norma. O que mais me intriga em Jesus e em toda a Bíblia é a facilidade de comunicação entre o divino e mortal. Veja você, por exemplo, pelo que aparenta intelectual ou boa conhecedora do nosso vernáculo precisou de muitas reflexões para poder se considerar uma entendedora das lições de Cristo. Não podiam ser mais diretos, sem parábolas, para que eu e essa pobre criança que sofreu a ignominiosa agressão do estupro, pudesse resolver seu drama?. Não permitir ingênuos e mal intencionados se apóiem em suas contradições? Veja o que diz o Wilson, abaixo, É moral, pelo menos nos princípios terráqueos, que um pai use o seu poderes para salvar seu filho da morte e deixe centenas de outros serem assassinados sem nada fazer, podendo? como ocorreu na fuga de Maria, José e Jesus para o Egito. E os mesmos que exaltam tal episódio,que acham bonito a fuga e esquecem a matança de centenas de crianças, recriminam o aborto porque na Bíblia esta escrito não mataras A verdade é que pimenta nos olhos dos outros não arde em mim.
Fabiana
Aldo
Não entendi nada. Falou, falou e não disse para o que veio. Afinal onde está o equilíbrio tão procurado.Buscar a perfeição. Que pretensão... Vamos procurar entender os imperfeitos que são obrigados a viver o dia dia miserável enfrentando preconceituosos que se julgam superiores e pouco se preocupam com os problemas sua opinião´possam acarretar a outros. E o que é moral? Obrigar a uma menina a ter o filho fruto de um estupro, de um pai animal sem analisar se esta menina tem condições físicas, psicológicas e até financeira para cria-lo. Obrigar a ter o filho e dar a outro para cria-lo? A MENINA NÃO CONCORDOU EM SER FECUNDADA. Isto não ser cristão, e ser fariseu.
Norma Novaes
"Não estamos falando do dever que as profissões impõem, mas do dever moral..." (capítulo de o Evangelho segundo o Espiritismo). Tenho estudado este item de "O Evangelho" há algum tempo e, dentro do meu nível de entendimento, com muitas reflexões, tenho compreendido que aí está toda a lição evangélica de Jesus. O dever moral é o dever de cultivarmos e vivenciarmos idéias sãs. O equilíbrio. O homem sadio, sarado, em sua plenitude. O santo ou são. Estamos no começo desse aprendizado, porque é a nossa destinação sermos perfeitos. Portanto devemos buscar o equilíbrio. Mente sã, com Jesus. Gostei da mensagem, que me fez mais uma vez ver onde está o meu dever como cidadã e como espirito eterno. Obrigada.
wilson
HEI, Paulo, Acorda.
1 Nem todos os habitantes do Brasil são católicos ou crentes,
Que a igreja proíba seus seguidores, concordo, que seus seguidores obedeçam a igreja, concordo, mas pergunto, o que o Estado tem que ver com isso?
2 acabou a inquisição que obrigava a alguém a acreditar os que os crentes acreditavam
3 - Os que lêem a Bíblia (e a interpretam a seu modo) querem obrigar os que não crêem a viver da sua maneira?
4 Mesmo lendo a Bíblia. Que tal dar uma olhada em Eclesiais (6). A única menção da palavra aborto do livro sagrado
5 - e quanto a matar crianças, as que ainda não nasceram não pode, mas as já nasceram e ainda não fizeram dois anos, pode? Leia Mateus (2) Um verdadeiro caso de nepotismo , uma proteção ao filho divino, mas totalmente indiferente aos outros pequenos e amados filhos terráqueos, mortos em uma verdadeira carnificina infantil, mil vezes pior que o aborto em todos os aspectos
Leia a Bíblia
Paulo
Quanto à política que dos Estados Unidos que tem dado um banco de sangue no Iraque, em prol de interesses econômicos, disfarçada de evangelismo eu concordo com A. Figueiredo, mas com relação ao aborto de um criança inocente que não tem a menor culpa de ter sido gerado da maneira que foi... É lamentável um comentário tão longo, simplesmente contra a vida. Leia a Bíblia...
A. de Figueredo
O artigo em questão contém argumentos muito semelhantes aos dos extremistas religiosos nos Estados Unidos. Os radicais religiosos americanos incluem inúmeras denominações evangélicas, católicos, etc.. Essa parte da população tem apoiado incondicionalmente a administração do Bush e a carnificina no Iraque e é cultivada por políticos de extrema-direita, os quais incluem uma gama enorme de oportunistas, ladrões e outros criminosos. Um de seus líderes chegou a pregar o assassinato do presidente da Venezuela em seu programa de TV. Feitos notáveis desses lunáticos incluem ataques com bombas a clínicas de aborto, assassinato de médicos, etc. Extremistas religiosos são frequentemente observados em manifestações públicas com cartazes contendo inscrições contra todas as formas de aborto (mesmo que o aborto seja consequência de um ato de estupro). Essa fração da população infelizmente possui um poder político e econômico considerável no país e consegue influenciar decisões políticas muito importantes.
Espero que a direita brasileira não comece a importar as idéias da direita americana, as quais incluem um deus branco, violento e vingativo, invariavelmente a favor dos poderosos; sexo só para procriação (no caso da mulher, obviamente -- pastores e detentores de poder
tem carta branca); intolerância sexual, política e religiosa, racismo; etc. O Brasil deve continuar a buscar posições mais iluminadas e de liderança, como tem feito no caso da AIDS e no relacionamento com a indústria farmacêutica. A postura brasileira frente à AIDS é reconhecida mundialmente pela sua liderança, seus métodos inovativos, sua eficácia e compaixão. Eu creio que, com o programa de combate a AIDS, o Brasil mostrou possuir uma sociedade que, apesar de todos
os seus problemas, tem dado indicações de poder evoluir em direções muito diferentes (e mais adequadas) que aquelas escolhidas pelo "primeiro" mundo. Certamente poderemos tratar o aborto da mesma forma iluminada como temos tratado a AIDS.
A frase "... a jovem DISSE que sua gravidez foi fruto de estupro..." parece insinuar que talvez o estupro não tenha realmente ocorrido e seja apenas uma alegação da menina --talvez ela tenha engravidado por não ter tido a "força moral" para resistir à "tentação. " Essa é uma postura muito antiga, desonesta e contrária aos interesses da mulher; muitos casos de estupro (talvez a maioria) não são denunciados exatamente devido a atitudes como essa, que fazem a vítima se sentir constrangida e apavorada frente aos possíveis rótulos que lhe possam pregar. Eu não sei dos detalhes da estória, mas encaro argumentos desse tipo com muita reserva, pois esse tipo de ativismo tende a ignorar fatos na tentativa de avançar suas posições políticas.
Na minha opinião, obrigar uma mulher a completar uma gestação que resultou de um ato de extrema violência é também um ato de violência extrema e, portanto, moralmente indefensável. E os direitos da vítima? E os traumas emocionais subsequentes, que certamente se intensificarão enormemente caso a gravidez seja levada a termo? E a possibilidade do abandono de mais uma criança? Existe alguma moralidade no fato do Brasil possuir dezenas de milhares de menores abandonados pelas ruas de suas grandes metrópoles? Se os médicos que se recusaram a fazer o aborto tem tanto apreço pela vida, porque cada um deles não adota pelo menos um menor abandonado? A FEBEM está sempre lotada -- o espectro de idades de seus detentos é quase que contínuo, dá para escolher a idade com precisão. Infelizmente não se pode dizer o mesmo com relação à cor. Pelo que me consta, o número de médicos trabalhando voluntariamente nas ruas com menores abandonados não é muito grande.
A decisão em favor de um aborto é uma decisão excruciante, principalmente para a mulher. Dona do próprio corpo, ela deve sempre ter a última palavra. Desde que ela cumpra o que determina a lei, a mulher deve usufruir de toda a proteção legal e dos serviços médicos de que precisa. Seu útero é de sua inteira responsabilidade e não diz respeito a mais ninguém.
Discussões éticas e legais relativas ao aborto tem sido progressivamente bem recebidas. O aborto não é um procedimento simples e suas sequelas provavelmente fazem com a maioria absoluta das mulheres sejam contrárias a se submeter a esse procedimento. Educar sempre e evitar sempre que possível, é uma postura muito melhor do que radicalizar e deixar que um assunto
polêmico como o aborto seja usado como ferramenta para a promoção de causas frontalmente contrárias aos interesses da população.
Considerados coletivamente, nossas decisões e atos codianos podem produzir efeitos frontalmente opostos à vida, não só dos seres humanos, como dos outros organismos que nos rodeiam. Esses efeitos podem ser muito mais catastróficos do que o aborto, mas por serem muito menos polêmicos, são muito menos discutidos ou infrequentemente utilizados.
Infelizmente, a cruzada contra o aborto geralmente tem motivos ilícitos. A preservação de uma estrutura social onde a mulher desempenha um papel inferior e a preservação das estruturas de poder políticas e religiosas são os meus principais suspeitos.
Na minha opinião, o texto abaixo nada tem a ver com a consciência do dever.
wilson
Veja, João, até que sua opinião não é totalmente descartável. Apenas acrescento que esta condição deve ser adotada ou não PELA MENINA. Ela, dentro dos seus conceitos religiosos, familiares, culturais e econômicos é que deve decidir o que deve fazer, mensurar a força que tem para suportar no futuro as consequências atos de agora. Resolver por ela é muito cômodo e fácil para nós
João da Silva
A respeito do comentário do Wilson, a mulher que foi estuprada não precisa ficar com o filho, se não quiser, para não se lembrar do ato horrível cada vez que olhar para ele, como você disse.
Mas também não precisa matá-lo. Quando o der à luz, que o encaminhe para adoção.
Se não temos pena de morte para o estuprador, porque devemos condenar o filho inocente?
Wilson
Deus...Deus...E se a pessoa for agnostica? O que os religiosos querem? impor o seu pensamento? sua vontade?
Moral...Moral...Seria moral condenar um jovem de 14 anos a ter um filho, fruto de um estupro?Que toda vez ao olhar para aquele ser lhe despertasse o horror que passou
Este filho não fruto do amor e sim da violência.da bestealidade
Aqueles que são contra o aborto nesta circunstância, já foi estuprada?
Vemba Andre
Nos nao devemos fazer as coisas nas escondidas porque ve,mas ve tudo por isso so Deus pode resolver os nossos problemas.
terezinha
Sou radicalmente contra o aborto. O dom da vida a Deus pertence, Ele a dá, Ele a tira.
Não sabemos qual seria a missaõ desse espírito que está sendo interrompida. Deus a tudo vê, tudo sabe.Temos que ter a humildade de aceitar seus desígnos. Só abortam aqueles que não têm fé.
Luiz Celso
Não sou a favor do aborto em nenhuma situação, um êrro não justifica outro.
Sou a favor da vida, seja ela de um bebe que tem três meses, ainda não nasceu, como em qualquer idade. A vida é a maior preciosidade que Deus deixou neste mundo, não cabe a nós decidir se ela deve ou não ser interrompida.
A mãe não tem poder nem direito sobre o filho que gera em seu ventre, em nenhuma situação.
ABORTO NUNCA.
Luiz Celso
Não sou a favor do aborto em nenhuma situação, um êrro não justifica outro.
Sou a favor da vida, seja ela de um bebe que tem três meses, ainda não nasceu, como em qualquer idade. A vida é a maior preciosidade que Deus deixou neste mundo, não cabe a nós decidir se ela deve ou não ser interrompida.
A mãe não tem poder nem direito sobre o filho que gera em seu ventre, em nenhuma situação.
ABORTO NUNCA.
francisco ben
a ética da moralidade em cujo país que vivemos é fruto de uma pequena camada da sociedade chamada elite. Se fosse uma jovem de família de classe média não teria tido repercursão, antes teria decisão imediata de forma sigilosa com o médico, mas por se tratar da camada inferior não se foi possível visto a condição da mesma
Carlos
Temos que enxergar duas realidades nessa mensagem.
Se a mãe quer matar o filho, não concordo, mas é um direito dela.
Daí a obrigar outra pessoa - no caso o médico - a praticar o assassinato, é outra história. Ninguém pode obrigar outro a matar.
Concordo plenamente com essa mensagem.
Lourival
concordo plenamente com a Catia e Aparecida, é facil dar uma licao de Moral, qdo o problema nao é seu. Se a Mae Procurou a Justica é porque nao quer ter esse fruto indesejado.
Tony Alencar
O negócio é o seguinte: se a criança já estava no ventre, é porque Deus tinha uma missão para ela, concedendo-lhe o direito de cumprir tal missão. Quando uma pessoa (ou mesmo a família da pessoa) resolve cometer este ato de perversidade, ela já está indo contra os objetivos que Deus traçou para aquela criança. Portanto, basta a pessoa confiar que Deus se coloca em favor dela, mesmo que ela tenha sido vítima de um estupro. A confiança em Deus é o caminho mais seguro para se viver bem.
Jaça
Este é um assunto que tem que ser tratado com muito dálogo entre ambos, pois, sou contra aborto.mas a familía conta muito neste monmento tão especial para a v´tima, pois ela que ta vivenciando o problema e não nós..Talvez este ser que vem ao mundo,faça mudar algo de ruim que existe nese país. Quanto a médico, sem comentários, muitos não merecem ser médicos, mas deveriam abrir outro tipo de comércio.
Márcia
Muito bonito este texto se as coisas fossem realmente desta forma, no mínimo tais médicos não "aceitaram" tal autorização porque junto dela não havia uma quantia em dinheiro para tal procedimento.
Recusar a fazer esse procedimento foi da parte deles uma tranparente atitude de Falso Moaralismo, e não que levaram em conta o Juramento feito no ato de sua colação de grau, pois esquecem isso rapidamente quando os $$$$$$ falam mais alto.
aparecida
Realmente é muito fácil comentar, mas o difícil é se´por no lugar dessa pessoa estrupada, qual seria o dia a dia dessa pessoa em sua gravidez!!seria justo essa criança ja ser rejeitada antes de chegar a esse mundo!!é isso que devemos levar em conta.
João da Silva
Cátia, eu pergunto outra coisa: e se fosse você a estar na barriga da mulher violentada, o que pensaria do aborto (caso fosse possível tal situação) ?????
Chico Crato
Estamos precisando de mais realismo nas mensagens, pois o falso moralismo, populismo e outros ismos, estão contaminando os processos éticos brasileiros(se já existiu em alguma década desde 1500?...)...
Pensamentos positivos e estimulantes ajudam muito mais do que textos banais.
Cátia
Gostaria de saber se estes médicos que se recusaram a cumprir a ordem judicial de praticar o aborto na mulher que foi estuprada - se isso estivesse acontecendo com suas mulheres ou filhas (se eles agiriam da mesma maneira). É muito fácil apontar "moral e ética" qdo o problema é com os outros.
Para mim é falso moralismo.